segunda-feira, 22 de junho de 2009

Dente Siso

Há uma semana, descobri que tirar os sisos é algo from hell. Você não sente muita coisa na hora, só as extremidades do corpo geladas de medo, o médico chacoalhando sua cabeça inúmeras vezes e você começa a babar, acha que o rosto tá inchado (espera até amanha, querido) e não consegue engolir facilmente... É, isso pastoso que você tá engolindo é sangue.
Aí você sai de lá e descobre que tá com uma ferida do lado da boca. Lindo...

No outro dia você acorda, beleza... Estou com o rosto inchado, no big deal. Sorvetinho, a mãe preocupada....

No outro dia você olha o espelho, tá tudo roxo, “tou com fome”... e dói.

No terceiro, você acorda com um rasgo no estômago. É, o médico não te avisou que tem que tomar omeprazol pra não fuder o estômago. Aí você passa o dia todo tonto, vomitando, “pede pra sair”.

No quarto dia você já não agüenta mais comer sopa, e, por incrível que pareça às pessoas q nunca precisaram sobreviver às custas disso: comer sorvete enjoa. “quero o arroz com feijão e bife da Irene =/”.

No quinto o rosto não ta mais tão inchado, mas aí alguém vem te ver e fala “parece que tu levou uma surra”. Aí você se olha de novo e vê que seu rosto não só ainda tá inchado, como não tá mais roxo!... Ta verde.

No sexto ele já tá assim, aquele misto de verde e amarelo, tipo “amo o brasil”.
Esqueci de falar que dente siso é igual órgão fantasma; você sente dores no local, parece que tão empurrando uma faca, tipo “oi, we came back from hell”.

E quando você vai botar comida na boca, derrama tudo, é tenso.

xoxo, teethless girl.

domingo, 21 de junho de 2009

bléblé... blé!

Incrível, pessoal acha que bêbado é abestado. Não, bêbado não é abestado... as vezes só não lembra bem das coisas, mas isso em determinadas vezes, certo? O bebum sabe diferenciar um esquecimento de uma clara tentativa de enrolação ¬¬
Enfim, pilantras a parte, eu me admiro cada vez mais de quantos lugares a gente pode ir numa noite só... alguns agradam, outros não.. de qualquer forma vale a pena.
Sempre bom variar :D
com gente nova, principalmente... :))
não deixando os velhos amigos de lado, mas quando eles resolvem sumir independente de seus motivos é bom você conhecer gente nova e tal.

Muito perigoso esse negócio de associações...
sério mesmo.
ainda mais em períodos como o que estou --
associações do tipo 'tal música lembrar de tal pessoa'
isso é... foda --

paixonite é um negócio muito sério... e muito perigoso.
e bom!


:*

quarta-feira, 17 de junho de 2009

dormir, dormir, dormir...


Sim, virar a noite na internet assistindo house é tudibom.
O chato é você passar mais de metade do outro dia dormindo, mas dormir também é tudibom. Então pronto.


terça-feira, 16 de junho de 2009

Deixa Estar

Porque muitas vezes, simplesmente, bate um medo de aquela sensação boa passar. O pior é que a gente sabe que passa, não tem jeito.
Fazer o que? Aproveitar?
As coisas geralmente não estão sob nosso controle, por mais que queiramos isso. Até tentamos controlar tudo... principalmente o que sentimos, mas no fundo sabemos que não é bem assim.
Quem nunca quis pegar aquele momento feliz e guardar num pote pra quando precisar de uma dose de ânimo só ir lá resgatá-lo?
Não sei se porque há muito tava ansiando por esta sensação de novo ou se, justamente, porque sei que ela pode escapar das minhas mãos a qualquer momento que sinto que estou tirando os pés do chão, daí vem o grilo e fala “acorda, tu pode tropeçar a qualquer momento. Só fique atenta”.
Ao mesmo tempo vem outro grilo e fala “deixa de ser medrosa, ficar se resguardando pra que? Aproveita”.

Enfim, sou canceriana, nasci pra isso. Ou não.



"ah, se eu agüento ouvir outro não
quem sabe um talvez ou um sim
eu mereça enfim.
é que eu já sei de cor
qual o quê dos quais
e poréns dos afins
pense bem
ou não pense assim!"


[Los Hermanos - Paquetá]

sábado, 23 de maio de 2009

Espelho Meu

"Quem dera se os outros fossem desimportantes...
O pânico que acompanha os períodos de mudança bloqueia completamente a racionalidade. Não se diferencia o que realmente importa do que está lá somente para ocupar o vazio incômodo deixado pela retirada de quem nos mantinha aprumados. Fazemos besteira de baciada. Só se consegue olhar com certa imparcialidade para as próprias atitudes e covardias depois do retorno de um mínimo de calma. Quase sempre, atrelado a essa fase indelével e falsamente estável, vem o repulsivo arrependimento. E arrependimento é um sentimento duplamente estúpido: por trabalhar com uma matéria-prima morta (o passado) e por gerar um resultado danoso (autocomiseração e raiva). Nos debatemos entre pensamentos inconfessáveis: fiz o certo? Joguei a felicidade pela janela? Mais uma vez estraguei tudo? E, claro, a resposta não vem, porque não existe. Procuramos por objetividade no terreno dominado pelo passional. Mais uma inutilidade, fartas nessa época, para adicionar à lista.
A primeira coisa que sentimos claramente após o afastar da tempestade é como ficamos sozinhos. É duro ficar sozinho. Beira o insuportável, algumas vezes. Motivados meio pelo desespero, meio pelo pânico da falta de respostas, pegamos o telefone, o carro, o mouse e vamos ao encontro da voz confortadora, da presença balsâmica, de quem tanto nos acolheu e agora está fora de uma vida que era repleta dele. E qual a surpresa? Não fazemos mais a mínima diferença.
Somos efêmeros até mesmo para quem compartilhou nossos sonhos, dividiu contas, dormiu sobre nosso corpo. E exigimos, desejamos ser para sempre. Pode ser egoísta (quem nessas situações se preocupa com virtude?), mas é devastador assistir a quem amamos tocar a vida com maciez, como se nunca tivéssemos existido. Em nossa neurótica resistência aos fatos, reivindicamos, ao menos, um período de luto, um esboço de lágrima - quando isso não acontece, vem a sensação de sermos tão olvidáveis quanto capítulos da novela. Descartáveis como lápis de ponta quebrada. Poucos, insuficientes. Pior: substituíveis.
Temos a pretensão de importar, mas, se tudo passa, por que nós ficaríamos? Não é sem mágoa que percebemos que nem mesmo quem nos amou nos mantém por muito tempo - nossa retirada é necessária para que se possa recepcionar o novo. Raciocínio tão lógico quanto doído. Principalmente para o lado que não tem previsão de festa.
A necessidade de importar é visceral. Desculpem a citação, mas é válida. Disse Stendhal: "se não temos caráter sem os outros, então os outros devem ser um refletor habilidoso... ou então terminaremos deformados." De certo modo, só tomamos consciência de nós mesmos quando nos colocamos em contraponto com o outro - observamos as falhas, virtudes e motivações no momento em que eles ecoam em alguém. E quanto mais nos importarmos com esse alguém, maior será a reverberação. Quando o outro não nos olha, não nos vê, nega a possibilidade desse reflexo necessário. Nos deixa sem rumo. Ou nos devolve a ele: nada melhor que uma boa dose de realidade para nos acordar da ilusão romântica e devolver a razão para a mente entorpecida pelo fim da paixão.
Fazendo um esforço e nos adornando com um pouco de otimismo, dá até pra tirar algo de bom desse momento sinistro: se tudo passa, essa impressão de ser menos que um chiclete mascado também vai passar. E, um dia, voltaremos a ter gosto. Bom gosto."


[Ailin Aleixo]



Era pra eu ter postado esse texto faz um tempinho, mas ainda tá valendo.
Devido aos últimos acontecimentos dá pra refletir um pouco e ver como as coisas realmente são e, de uma vez por todas, colocar os pés no chão.

Só sei que, apesar de tudo, tou me sentindo bem
tipo mais leve... parece que tirei um peso das costas, me desprendi de algo que me deixava com um pé no passado e outro no presente...
e, realmente, tou me sentindo bem!

É isso.


adeus.